Fotomontações
Todo artista drag se transforma em um novo corpo, uma nova imagem de si mesmo. Assim como o drag usa maquiagem, próteses e figurinos para subverter as fronteiras do corpo e do gênero, com ironia e irreverência, Betina Polaroid traz para a fotografia a ilusão da arte drag ao transitar entre o analógico e o digital, utilizando a fotografia instantânea de forma lúdica e experimental. Em suas fotomontações Betina propõe que suas fotografias, como seu corpo de trabalho, passem por processos de transformação e performance drag, que envolvem a desconstrução de normas e a reinvenção do eu. Betina veste, reveste ou despe as Polaroids de suas molduras, que adquirem novas formas, cores e brilhos com uso de materiais característicos da produção transformista, trazendo elementos da pop art, do glam e do camp. Nesta série Betina também apresenta auto-retratos nos quais representa a descoberta e concepção de sua nova identidade artística. É também a primeira tentativa de Betina de combinar drag e fotografia em uma única expressão artística, onde drag e fotografia se espelham em suas práticas e simbolismo.










